quarta-feira, 19 de maio de 2010

É hora de dizer basta. É hora de agir


Todos ao Comício do PCP, 5a feira, 20 de Maio, às 21h na Voz do Operário: «Não ao Roubo nos Salários! PS e PSD agravam injustiças!»

Apelo à leitura do comunicado do Comité Central http://pcp.pt/node/243567

"É hora de dizer basta. É hora de agir."

À luta!


sábado, 8 de maio de 2010

CDU sauda o Santana Futebol Clube pela passagem do seu 90º Aniversário

Em 1 de Maio fez esta colectividade 90 anos, o P.C.P. reconhecendo o trabalho desenvolvido ao longo dos anos, dedicados ao desporto, a cultura, no passado as sua instalações foram Escola Primária Oficial, hoje pratica-se desporto e ensaia-se a Marcha da Bela Flor, enquanto clube organizador, e a quem desejamos os maiores êxitos, mantendo-se como polo aglutinador e de desenvolvimento de todo o Bairro e de Campolide, o P.C.P. enviou a seguinte saudação:

Ao Presidente do Santana Futebol Clube
Vem a Comissão de Freguesia de Campolide do Partido Comunista Português, dar os Parabéns ao Santana Futebol Clube, pela passagem do 90º Aniversário, desejando que esta comemoração continue a ser, mais uma vez, um ponto de encontro, de convivio e amizade entre sócios, familiares e amigos dessa prestigiosa colectividade.
Conhecedores como somos da grande actividade desportiva, recreatica e cultural que a colectividade vem desenvolvendo, alicerçado na comunidade do Bairro da Bela Flor e seu polo de desenvolvimento.
Não podemos deixar de realçar a realização da Marcha da Bela Flor, enquanto factor de agregação e mobilização de todo o Bairro a quem desejamos de forma sincera os maiores êxitos.
Vimos desejar mais uma vez ao Santana Futebol Clube, aos dirigentes, associados e amigos, os nossos sinceros Parabéns, e que este momento vos dê a força necessária para continuarem por mais e melhor associativismo.
Saudações democráticas.
Lisboa, 28 de Abril de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Assembleia de Freguesia de Campolide - A ignomínia à solta


Decorreu no passado dia 30 de Abril, no Teatro Palmo e Meio, a Assembleia de Freguesia de Campolide, de carácter ordinário.
No meio da mais lamentável incapacidade de condução dos trabalhos. O Executivo e o Partido Socialista comportaram-se da forma mais ignóbil que se possa imaginar.
Apesar de ter quórum, os trabalhos começaram 27 minutos mais tarde porque o Presidente decidiu esperar pelos elementos do PS, que estavam numa reunião.
Quando se fazem afirmações, especialmente quando se utiliza o cargo que ocupamos para fazer acusações, não basta dizer que temos provas, não basta dizer que as faremos públicas um dia, não basta dizer que temos uma auditoria a decorrer que será do conhecimento de toda a gente.
Acusações e provas de ilícitos, se ilícitos houverem, devem ser remetidas ao Ministério Público, à Polícia Judiciária, à Inspecção-geral da Administração Local. E os eleitos da CDU estarão dispostos a esclarecer o que houver a esclarecer, se houver algo a esclarecer.
Agir utilizando uma Assembleia de Freguesia como se fosse um tribunal plenário, onde aos acusados é negada a defesa e se procura através da insinuação, manipulação e mera calúnia promover uma condenação em praça pública, de quem trabalhou afincada e denodadamente para a melhoria das condições de vida, recreio, e trabalho dos fregueses de Campolide, é um acto vil e cobarde que nenhuma outra força política, com excepção do PS e dos seus assistentes do Bloco de Esquerda, jamais fez nesta Freguesia.
Desculpar a sua incapacidade através de um esquema tão infame quanto rasteiro, é a única prova que o presente executivo conseguiu produzir do que quer que fosse a respeito dos elementos da CDU no anterior executivo da Junta.
Mais de seis meses após as eleições a acção da Junta de Freguesia de Campolide reduz-se a pouco mais de zero, e as transferências havidas em nada já se ligam com quaisquer aspectos que pudessem ser criticados na gestão anterior.
Desculpar ilegalidades cometidas, abertamente, com putativas ilegalidades cometidas anteriormente, não pode em nome da respeitabilidade das instituições fazer escola.
É inadmissível que o actual executivo não compreenda qual o seu papel numa Assembleia de freguesia, comportando-se o seu presidente como se estivesse ele mesmo incumbido de dirigir os trabalhos, interrompendo, intervindo e usurpando a palavra dos elementos da Assembleia devidamente em funções.
É incompreensível que o período de intervenção do público dure 1h18m, em que os tempos variem entre os 3 e 10 minutos, ao sabor do agrado das intervenções para o executivo, e que o Presidente da Junta utilize 20 minutos desse tempo não para explanar sobre as questões mas para lançar acusações.
É ilegal que se tente calar uma municipe com o pretexto de não ser recenseada na Freguesia, uma vez que tal preceito não se encontra nem na lei nem no Regimento da Assembleia.
É lamentável que estejamos perante um Presidente de uma Assembleia que não se dá ao respeito nem se faz respeitar, permitindo toda a sorte de comentários e intervenções de elementos não pertencentes à Assembleia, especialmente quando vêm ao encontro das posições da sua força política.
É deplorável que estejamos perante um Presidente de uma Assembleia que não entenda que os documentos oficiais que lhe são entregues por um representante de uma força política nunca o são feitos a nível de fiel depósito mas de intervenção dessa força na Assembleia.
É execrável que estejamos perante um Presidente de uma Assembleia que se permita ser interrompido e ultrapassado pelo Presidente de outro órgão e que não só não ponha imediatamente cobro à situação, como o permita e autorize a praticamente dirigir os trabalhos da mesma.
É inconcebível que um Presidente de Junta, no meio de acusações de maquinações políticas da oposição, promova e force a alteração de uma ordem de trabalhos, limitando a intervenção as forças políticas antes da ordem do dia, impedindo a discussão e votação de Moções e Propostas, impondo uma votação de Orçamento, cuja validade é no mínimo duvidosa em face da inexistência de acta ou sequer minuta da decisão.
A Assembleia de Freguesia de Campolide conheceu no último dia 30 de Abril uma das suas sessões mais negras dos últimos anos, e demonstrou claramente que o PS e Bloco de Esquerda, não só são incapazes de produzir qualquer trabalho útil para os fregueses, como tencionam através de actos vis transformar nos próximos três anos e meio as Assembleias de Freguesia em tentativas de promoção de “Caça às Bruxas” baseadas na insinuação e na calúnia
As atitudes ditatoriais são próprias de quem nunca nada fez e só tem incompetência.

domingo, 2 de maio de 2010

85 º Aniversário - Spot Lisboa e Campolide


Teve lugar no passado dia 18 de Abril mais um aniversário do Spot Lisboa e Campolide. Mantendo o respeito, amizade e abertura a todo o movimento associativo que caracteriza a postura do PCP, também aqui em Campolide, foi enviada a carta de felicitações que abaixo se transcreve:


Vem a Comissão de Freguesia de Campolide do Partido Comunista Português, dar os parabéns ao Sport Lisboa e Campolide, pela passagem do 85º Aniversário, desejando que esta comemoração continue a ser, maís uma vez, um ponto de encontro, de convívio e amizade entre os sócios, familiares e amigos dessa prestigiosa Colectividade.


Conhecedores como somos das dificuldades que tem passado a colectividade, em que a não
participação nas marchas populares de 2010, nada vem ajudar, no entanto
congratulamo-nos com esforço feitos pelos dirigentes e amigos do clube, na sua reactivação, de que são exemplo a
participação em torneio de futsal, cartas e
atletismo, bem como as actividades de fim de semana dedicada aos jovens proporcionando relações de amizade e convívio e entre associados, alargada aos moradores da Freguesia de Campolide.


Vimos desejar mais uma vez ao Sport Lisboa e Campolide, aos dirigentes, associados e amigos, os nossos sinceros Parabéns, e que este momento vos dê a força necessária para continuarem por mais e melhor associativismo.


Lisboa, 13 de Abril de 2010


Saudações Democráticas


António Horta Pinheiro


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ainda a Descentralizada - A CDU de Campolide interveio

Os nossos eleitos e demais membros da lista tiveram intervenções importantes na reunião de Câmara descentralizada.


Orlando Duarte referiu que a CML já fez alguma coisa nas Vila Ferro e escarpa do Bairro da Liberdade, pecando contudo por tardio, visto a CDU, já por diversas vezes apresentou diversas propostas em mandatos anteriores. Criticou ainda a forma como foram feitos os realojamento salientado o facto de alguns moradores serem algemados e retiradas durante a noite, de forma humilhante, lembrando o poema, "eles vieram pela calada da noite".
Questionou para quando o plano de pormenor, depois tantos planos anteriores; Quanto ao futuro da quinta José Pinto; E quanto às casas desabitadas no Bairro da Liberdade e Tarujo. Lembrando ainda a necessária substituição da passagem subterrânea por área na Av. Calouste Gulbenkian.

Horta Pinheiro levantou as questões dos Espaços Verdes nas Cooperativas do Bairro da Liberdade e da Cooperativa da Bela Flor, ambas projecto da CML há vários anos,
Lembrou a necessidade da construção das escolas para o Bairro da Liberdade, nº 96, e para a Bela Flor, escola nº 80.
Relativamente à escola 96, foi salientado que a mesma foi alugada ao Agrupamento dos Escuteiros nº 53, onde estes investiram já muitas horas de trabalho e aquisição de material, para agora verem-se na perspectiva de no fim do ano terem que sair.
Foram ainda colocadas as questões da cedência de espaços à Cooperativa da Bela Flor e das casa devolutas na Calçada dos Sete Moinhos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sessão Pública - 120 Anos do 1º de Maio


Quando passam 120 anos sobre as primeiras manifestações do 1º de Maio, como Dia Internacional do Trabalhador, que deram continuidade a luta dos operários de Chicago em Maio de 1886 pela redução da jornada diária de trabalho para as 8 horas, os interesses e direitos dos trabalhadores estão a ser alvo de um fortíssimo ataque. Face a violência desta ofensiva do capitalismo que visa por em causa conquistas e avanços civilizacionais, resultantes da heróica luta de gerações de trabalhadores, o 1º de Maio, para além do seu significado histórico, ganha uma renovada importância na luta contra a exploração, pela defesa e alargamento dos direitos dos trabalhadores, por uma sociedade de progresso e justiça social, a democracia avançada e o socialismo. É neste quadro que o PCP vai realizar esta Sessão Pública sob o lema "1º de Maio - 120 anos contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores, pelo progresso social" para a qual estão desde já convidados.
ESTA SESSÃO PUBLICA SERÁ DIRIGIDA POR PAULO RAIMUNDO E CONTARÁ COM A INTERVENÇÃO DE JOSÉ ERNESTO CARTAXO, GRACIETE CRUZ, ILDA FIGUEIREDO, FRANCISCO LOPES E JERÓNIMO DE SOUSA

terça-feira, 13 de abril de 2010

Reuniões Descentralizadas - escutar muito e agir pouco

Teve lugar a Reunião Descentralizada de Câmara em Campolide - O Vereador Miguel Tiago do PCP colocou o dedo na ferida: "A participação facultada pelas Reuniões de Câmara descentralizadas pouco interessaria se apenas permitisse manifestar os problemas existentes e a resposta à sua resolução fosse remetida para estudos permanentemente em curso que não resultavam em soluções concretas."


Nas várias abordagens reportadas à situação do Bairro da Liberdade, as demolições e os realojamentos não geraram críticas substanciais (apenas uma intervenção reagiu aos métodos da polícia municipal que considerou humilhantes), salvo quanto ao estado dos espaços libertados pelas demolições, à permanência de construções semi-demolidas ou ao abandono de construções desocupadas, que consideram ser factor determinante pelo acréscimo de insegurança no bairro com a invasão do tráfico de droga e atracção de traficantes e toxicodependentes, num ambiente já marcado por confrontos armados entre gangs rivais. O descrédito sobre projectos e planos sucessivamente anunciados e nunca cumpridos foi outra vertente mais saliente das intervenções sobre o Bairro da Liberdade, o que se revestiu de questões concretas relativamente à calendarização da intervenção na Rua Pardelhas Sanches (prometida para o ano em curso), e quanto às garantias de regresso dos moradores desalojados e qual a capacidade futura de edificação e alojamento no Bairro. Foram assinaladas carências de equipamentos e, nomeadamente, foram indicadas possibilidades de ampliar instalações desportivas do Liberdade Atlético Clube, bem como tirar partido do espaço abandonado e degradado sob o viaduto do Eixo Norte-Sul, o que viria a dar oportunidade ao anúncio, por parte do Vereador Manuel Brito da cedência de terreno adjacente às instalações do Liberdade Atlético Clube, para a implantação de instalações desportivas.



Para além da referência do Presidente, como “obra realizada”, à intervenção na Vila Ferro e Vila Amendoeira, demolições na Rua Pardelhas Sanches e zonas em risco de derrocada e respectivos realojamentos, O Vereador Manuel Salgado nada adiantou sobre o Plano de Pormenor, deslocando a atenção para a revisão do PDM que afirmou ser o instrumento que tem polarizado as atenções, estando concluída uma versão mais pormenorizada que o PDM em vigor que permitirá uma gestão urbanística mais eficiente, com apreciação de projectos em prazo não superior a 60 dias. Concretamente, quanto ao Bairro da Liberdade, assinalou que a versão do PDM, já distribuída aos Vereadores da oposição e enviada para consulta às entidades externas, já absorve os estudos realizados pelo LNEC quanto à delimitação de zonas de risco, definindo as áreas “non aedificandi” e ajustando a classificação das áreas de reabilitação. Quanto ao projecto de reparcelamento da Rua Pardelhas Sanches, anunciado há cerca de um ano, lamentou o seu atraso (imputado à complexidade da articulação com os privados envolvidos), prometendo o desencadeamento da intervenção no final do ano em curso, a qual passaria por um processo faseado de consolidação de solos capaz de permitir, ulteriormente, vir a implantar a construção preconizada. Anunciada a realização de reunião com os vários proprietários envolvidos no reparcelamento para o próximo dia 12, pelas 18.00, foi garantido pelo Presidente que a operação continuaria coercivamente caso não se chegasse a acordo. O Vereador Manuel Salgado esclareceu que os 94 fogos e 10 estabelecimentos, com cerca de 582 m2 na sua totalidade, a criar com a intervenção na Rua Pardelhas Sanches, seriam destinados a promoção imobiliária indiferenciada e não a objectivos de realojamento, o que foi corroborado pela Vereadora Helena Roseta, acreditando esta que tal correspondia também a um anseio da população local que gostariam de ver gente nova no bairro. Ainda assim, o Vereador Manuel Salgado, com os constrangimentos identificados, estimou que em toda a área do bairro seria conseguida a capacidade de instalar 500 novos fogos.



A Vereadora Helena Roseta, tendo agradecido a colaboração da população, e lamentando as situações conflituosas pontualmente ocorridas, perspectivou a classificação do Bairro da Liberdade como “bairro prioritário” que explicou ser uma modalidade em que a organização da população e das estruturas populares locais permitiria coordenar e rentabilizar o investimento programado nos vários serviços municipais. Quanto aos edifícios desocupados, evocou a dificuldade em proceder ao seu entaipamento sem autorização dos proprietários, o que se estava agora a tentar conseguir.

Sobre Campolide, para além de casos particulares, foram ainda solicitados esclarecimentos sobre o futuro da Quinta José Pinto, sobre as necessidades de realojamento que persistem no Bairro do Tarujo, sobre as carências de equipamentos escolares na freguesia, condições de atravessamento pedonal desnivelado da Avenida Calouste Gulbenkian e falta de manutenção de espaços verdes na zona da Bela Flor, e persistente falta de resolução do direito de superfície de fogos da Cooperativa de Habitação.

Relativamente à Quinta de José Pinto, o Vereador Manuel Salgado esclareceu que a mesma estava entregue à EPUL para promoção urbanística, aguardando-se a conclusão do projecto de urbanização. Quanto à aos realojamentos pendentes no Bairro do Tarujo, o Presidente admitiu recorrer ainda a fundos remanescentes do PER para dar resposta às situações rastreadas à altura. Quanto aos equipamentos escolares, o Vereador Manuel Brito perspectivou a reactivação da Escola Básica nº96 em 2012/2013. Quanto ao atravessamento da Calouste Gulbenkian, o Vereador Nunes da Silva informou que estava a estudar alternativa à passagem inferior que não reúne condições de salubridade e segurança de utilização, estando, para o efeito, a recolher informação sobre os itinerários dos seus utilizadores. Quanto aos espaços verdes da Bela Flor, o Director da DMAU admitiu falhas que serão resolvidas até ao fim do 1º semestre do corrente ano. Quanto à resolução do direito de superfície dos fogos da Cooperativa de Habitação da Bela Flor, a Vereadora Maria João Mendes informou que as construções em causa encontram-se implantadas em terrenos privados cuja posse não foi assegurada oportunamente pelo Município, pelo que está a tentar negociar com os proprietários do terreno a sua aquisição pela Câmara.



Nas intervenções finais, o Vereador Miguel Tiago, assinalou a importância da oportunidade de contacto com o testemunho directo de muitos problemas que o PCP e a CDU já conhecem e fez referência à proposta aprovada, apresentada pelos Vereadores do PCP no anterior mandato, e nunca cumprida, que visava a controle da elaboração do Plano de Pormenor para o Bairro da Liberdade, cuja decisão de elaboração remonta a 2001.



Considerou que a participação facultada pelas Reuniões de Câmara descentralizadas pouco interessaria se apenas permitisse que cada um viesse ali manifestar os problemas existentes, se, como tinha constatado, a resposta à sua resolução fosse remetida para estudos permanentemente em curso que não resultavam em soluções concretas. Entendia que só poderia considerar-se o processo como efectivamente participativo, caso fossem alcançados compromisso de resolução dos problemas e tais compromissos fossem honrados. Manifestou sensibilidade às questões colocadas relativamente à segurança e à capacidade de investimento no sítio, sublinhando que o actual Presidente da Câmara teve particulares responsabilidades governativas nestes domínios num prazo relativamente recente.