quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A torpeza de um tribunal plenário

Nunca a CDU de Campolide pensou vir a presenciar actos tão funestos como a Assembleia de Freguesia de hoje. Depois de ter sonegado durante vários dias o Relatório da Auditoria ao Executivo de 2005-2009 aos eleitos na Assembleia, aparentemente com o conhecimento e activa colaboração da Mesa da mesma, o Executivo do PS, não se contentando em colocar no órgão oficial da Freguesia - Notícias de Campolide - e a ter divulgado nos principais meios de comunicação social excertos e considerações de carácter difamatório e lesivos do bom nome e honra dos elementos do anterior Executivo, promoveu um tribunal plenário ao exemplo salazarista, de triste memória, onde se entra condenado, ouve-se a acusação, e se é julgado sumariamente sem direito a defesa ou sequer acesso aos documentos em que se baseia a suposta acusação.


Sob a capa hipócrita de uma mera apresentação, sem apontar dedo ou tecer comentários, o que se passou de facto foi uma tentativa de linchamento de carácteres, recorrendo aos mais soezes e torpes processos.

Lembrando os torçonários de antanho, sabujos dedicados da bota do seu dono, o Bloco de Esquerda dá o mote, através de uma moção que procura vergonhosamente dar por provadas acções que estão muito longe de o ser, demonstrando que, contrariamente aos outros eleitos de partidos não pertencentes ao executivo, conhecia perfeita e integralmente um documento a que ninguém teve aparentemente acesso.

Escudados por uma impossibilidade de réplica, por não se saber, fora o que vem espuriamente nos jornais, o que contém o Relatório, o PS e os seus serventuários, procuram elamear o executivo em que participavam elementos da CDU, e como fez questão de frisar o elemento do BE, todo o executivo.

Ao Abrigo da Lei das Autarquias locais, o executivo teria 10 dias para entregar à Mesa da Assembleia o documento que, por força do Regimento da Freguesia de Campolide, seria entregue a todos os eleitos até 48 horas antes da Assembleia se realizar. Tal nunca se verificou, mostrando assim que se pretendia impedir a defesa dos visados, mas provocando uma ilegalidade insanável na convocação da Assembleia que a virá a tornar nula, com todas as consequências advenientes.

A má fé do actual executivo, se é que não estava, fica agora mais do patente, procurando esconder a sua incapacidade e incompetência, na tentativa de canalha de sujar o bom nome e a reputação dos eleitos da CDU e o seu vasto e reconhecido trabalho de anos em favor das populações.

Os actos de hoje, tal como referiu o nosso eleito na sua intervenção merecerão por parte quer do eleito, quer da CDU, as devidas acções nas sedes próprias para o efeito.

Não aceitamos, nem voltaremos a aceitar jámais, que se promovam julgamentos sumários sem direito à defesa ou sequer à presunção de inocência, garantias fundamentais consagradas constitucionalmente.

Não reconhecemos ao Executivo da Junta o direito de se arvorar em acusador, juiz e carrasco de ninguém, nem tampouco o reconhecemos ao eleito do Bloco de Esquerda. Tudo ao nosso alcance faremos por uma auditoria oficial e pela reposição digna e justa da verdade.

5 comentários:

Carlos disse...

Curioso a Assembleia ter terminado às 00H15 do dia 1 de Outubro e mais de uma hora antes já haver este post-it!!!!
O senhor Horta Pinheiro está com um discurso mais fluído, ainda bem!
Tenham a coragem de se manifestar na Assembleia e não utilizar a via torpe de um blog que quase ninguém lê. Até vos dava mais jeito e visibilidade. À, já me esquecia, o autor que publique os comentários feitos. A democracia também é feita de pequenos nadas.

CDU de Campolide disse...

Olhe significa que a CDU reage, mas não em ambientes viciados à partida.
Se quase ninguém lê, não vejo onde está a sua grande preocupação.
Quanto ao discurso fluido ou não do nosso eleito é uma questão que se prende com o facto de sermos um grande colectivo onde todos trabalham e cada um tem as suas diferentes capacidades e disponibilidades.
Uma Assembleia que era nula pela própria natureza da sua convocatoria, com todas as mazelas que lhe indicamos não era seguramente um local onde fossemos falar sem termos o Relatório que por lei nos deveria ter sido entregue e não foi. A nossa reacção prosseguirá nos fora judiciais que é o único local onde poderá ser reposta a verdade.
Quanto aos comentários, já por mais de uma vez dissemos que o nosso blog não é lugar para pasquinarias, mas para dar a conhecer com seriedade o nosso trabalho. Se falhas existem, e seguramente existem, deixamos todo o espaço aberto a criticas, mas não a comentários aviltantes de pessoas que não se identificam.

Augusto disse...

Li o ultimo boletim da freguesia de Campolide, e nada do que lá vem me espantou.

Espanto sim, é ver a CDU implicada nos escândalos , da governação da junta, numa aliança PSD-CDU.

Aliás quem se apercebeu das almoçaradas , das idas ao teatro, e de certos gastos incompreenciveis, saberia certamente que a junta teria de estar falida.

Só a CDU não se apercebeu, ou fingiu não se aperceber, em nome da aliança PSD-CDU,

João Carlos disse...

Então os eleitos das outras forças políticas não tivéram o doc. da auditoria? E já foi publicado um boletim da junta com acusações?
Métodos fascistas! Admiração pelo BE? mas este eleito do BE quem é? Um oportunista há muito tempo sempre à procura de tacho.
João Carlos

CDU de Campolide disse...

Respondendo a Augusto cabe dizer que os eleitos da CDU trabalharam nos seus pelouros a favor da população. Daquilo que lhes foi transmitido sempre, pelos responsáveis de tesouraria, nada indiciou qualquer prática incorrecta. Aliás desconhecemos de que somos acusados porque não tivemos, e não temos ainda o relatório da auditoria. Estranhamos também que esta auditoria não tenha sido realizada pelas autoriddades oficiais que tutelam as Autarquias Locais, como a IGAL e a DGAL e sim por uma empresa priváda paga a peso de ouro.
Não entendemos como se põem acusações e considerações sobre um relatório que os visados não conhecem num Boletim Oficial da Junta e a nossa proposta na Assembleia foi no sentido que este ponto fosse adiado até entrega aos visados e convocada Assembleia Extraordinária para então discutir o tema dando possibilidade de defesa dos interessados.
O PS e BE entenderam dever levar avante esta situação, que consideramos ilegal, por isso iremos impugnar esta Assembleia e participar criminalmente o actual executivo por difamação e atentado à honra e bom nome, que todo o cidadão tem direito até que se prove em tribunal actitude contrária à legalidade.
A CDU de Campolide confia inteiramente nos seus representantes e agirá em defesa da sua actuação que está certa que se pautou dentro da total legalidade e visando os interesses da freguesia e dos fregueses. Não admitimos, nem vamos admitir julgamentos em preça pública de pessoas que tanto e tão abnegadamente, com prejuizo da sua vida particular e familiar, serviram esta freguesia.